sábado, 1 de dezembro de 2012

A poesia de Aldo Moraes

Aldo Moraes nasceu em Londrina/PR,em 1970.Músico, poeta e ex-secretário da cultura de Londrina, publicou em coletâneas nacionais, inclusive a Nau Literária(da Ed. Komedi) e venceu concursos de poesias em vários Estados Brasileiros.



“Sintonia”

Veja
Ouça
Fique quieto
Vamos ouvir o tempo
É sábio
E é filho único da eternidade


A vida é o tempo do tempo que a morte não vive
Ela também fala sempre alguma coisa
Ninguém ouve
Mas é só ficar um pouco quieto

Quando á noite, sonho com a vida
Percebo uma luz regando um romance pro tempo
Sinto que quero amá-la
Ficar a seu lado
Eu a amo e quero sua carne viva
Para que o meu sangue não fique só
Paciente, a vida nunca me pede um tempo
E o tempo que a vida esconde
É o tempo do segredo da vida.


“O que !”

Estrela é lua nova
Cobra é uma gravata
Árvore é rosa grande
Folhas de coqueiro são pincéis
Os cocos são bolas
E o coqueiro quase atinge o céu
O abacateiro não faz só abacate
Produz sombra, esterco e flor


O rio é um chuveiro
Há grama pelo mundo inteiro
Árvores não têm saias
E os pássaros não precisam de avião
O tempo não é visto
Mas o sol se vê da janela
E a chuva pelo vidro
Quem traz o frio é o vento
Folhas caem quando amarelas
E beijam a terra quando descem
Estrada é só um mato que não existe
Calor é a vaidade do sol
Selvas são dicionários
E os animais não sabem ler
Ventos fazem cócegas
E sapos não dão risadas.


Trabalhos publicados de Aldo Moraes:

Coletâneas Literárias

“Grandes Nomes da Nova Literatura Brasileira I em 2000, Editora Phoenix (SP)”

“Nau Literária-Editora Komedi/2002 (Campinas/SP)

“Latinidade,  IV Coletânea Poética da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão, 2004 (Imperatriz//MA)

“ 1º Lugar  no XIII Concurso Internacional Literário de Outono (SP)”, concorrendo com 1.500 trabalhos de 13 países e presente na coletânea do Concurso/2004: o livro Humano, Humano Demais.

“Grandes Nomes da Nova Literatura Brasileira”  Vol.V, em  2005, Editora Phoenix (SP)


Livros:

Romance Casassanta (Clube de Autores) 2011
Poemas do Amanhecer (Clube de Autores) 2011
Contos Extra-Ordinários (Clube de Autores) 2012
O sonho do arco-íris (Clube de Autores) 2012




sábado, 20 de outubro de 2012

Salão Paranaense recorde de inscrições


Cultura

Salão Paranaense tem número recorde de inscrições - 03/08/2012 16:50

A 64ª edição do Salão Paranaense, uma das principais premiações de artes plásticas do Brasil, registrou um número recorde de inscrições. Ao todo foram 833 propostas enviadas por artistas de 18 estados diferentes, superando a edição do prêmio realizada em 1987, quando 711 artistas se inscreveram.

O comitê curatorial que analisou os trabalhos foi composto pelos profissionais Denise Bandeira e Maria José Justino, do Paraná; Lizette Lagnado e Norma Grinberg, de São Paulo; e Paulo Herkenhoff, do Rio de Janeiro, todos com reconhecida atuação na área das artes visuais. O resultado será divulgado nesta quarta-feira (08) nos sites da Secretaria da Cultura do Paraná (www.cultura.pr.gov.br) e do Museu de Arte Contemporânea (www.mac.pr.gov.br).

O critério de escolha contemplou a qualidade e contemporaneidade das obras. O comitê optou por trabalhos que dialogassem com o social e que pertencessem a diversas linguagens, distintos repertórios e multiplicidade de suporte, sem prejuízo das expressões tradicionais.

PRÊMIO - O 64º Salão Paranaense é realizado pela Secretaria da Cultura do Paraná, por meio do Museu de Arte Contemporânea (MAC), e vai contemplar 27 artistas, que serão premiados com o valor total de R$ 225 mil. Os trabalhos serão expostos de 29 de novembro de2012 a 28 de abril de 2013 no MAC.

O evento foi criado em 1944 e passou a ser realizado pelo MAC em 1970. Em 2005 ele tornou-se bienal, ampliou a área de abrangência e instituiu prêmios a todos os artistas selecionados e convidados. Desde sua concepção original, o Salão acolhe propostas que apontam novos caminhos para as artes visuais.

Cronograma:

Divulgação do resultado: 08 (quarta-feira).

Recebimento das obras: 22 de outubro a 09 de novembro.

Abertura do Salão: 29 de novembro.

Encerramento do Salão: 28 de abril de 2013.

Devolução das obras: de 06 a 28 de maio de 2013.

Museu Paranaense faz 136 anos



fonte: caderno G da Gazeta do Povo online


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Salão de artes de Jacarezinho

37 obras  no Salão de Artes Visuais de Jacarezinho


19/10/2012 12:16


Alfredo Jorge


Com início na noite de ontem, 18, o 29º Salão de Artes Visuais de Jacarezinho, segue até o dia 14 de novembro, com exposição de 37 obras de arte, envolvendo quadros, esculturas, painéis, entre outros objetos artísticos, produzidos por 26 artistas plásticos, de Jacarezinho entre outras cidades. A mostra fica no hall de entrada do Teatro Cine Iguaçu, e a entrada é franca.

A cerimônia de abertura, contou com a participação de dezenas de pessoas, dentre populares, artistas e autoridades municipais, como a secretária de Educação Cultura e Esportes, Laura Lemos Gomes do Amaral, o Diretor de Cultura do Município, Carlos Henrique Costa, o vice-presidente do Conselho Municipal de Cultura, Jucelino Biagini e os curadores das obras selecionadas, cedidos pela Secretaria do Estado da Cultura.

Dando abertura oficial ao evento, a secretária da Educação, falou em nome da prefeita Tina Toneti, que não pôde comparecer por motivos de força maior. "É com muito orgulho que eu declaro aberto este Salão de Artes Visuais. Há pouco conversava com os artistas que aqui estão, e o que a gente percebe, é a importância de incentivar a arte e as exposições dos trabalhos desenvolvidos. A arte deve ser vista, deve ser mostrada e admirada, porque isso faz um bem para nós todos. Fico feliz de fazer parte desta gestão e ser subordinada à uma artista, que valorizou todas as formas de expressão da arte, como a Tina Toneti têm feito. O trabalho que estamos fazendo certamente ficará na história de Jacarezinho", disse.

O vice-presidente do Conselho Municipal de Cultura Jucelino Biagini, lembrou dos vários artistas que projetaram o nome de Jacarezinho para o mundo, como o artista "Quincajú", que recebeu o título de Cidadão Honorário. Biagini também lembrou da luta em prol da arte e da realização do Salão de Artes no Município. "É com muita felicidade que vejo o Salão de Jacarezinho retornando à sua grandiosidade. Na gestão passada, tivemos um problema com o Governo Estadual, que diminuiu as verbas e regionalizaram os Salões de Arte, ficando apenas em cinco regiões do Paraná, por isso tivemos de lutar muito pelo Salão de Jacarezinho, e com o apoio de nossos colegas, conseguimos resgatar este evento tão importante. Agradeço a participação de todos os artistas e dos organizadores e curadores pela realização de mais esta edição do Salão de Artes Visuais de Jacarezinho", comentou.

Encerrando a solenidade, o artista contemplado com o prêmio "Quincaju" (exclusivo para o artista Jacarezinhense), Luiz Carlos Delsasso, recebeu o título de Honra ao Mérito, pela obra "Fazenda Campinho". "Eu planejei fazer uma pintura colocando o meu neto num campinho de futebol, soltando pipa. E daí partiu a ideia de fazer alguma imagem explorando este sentimento. Receber o prêmio Quincajú, é uma honra pra mim e pretendo levar a diante esta arte", frisou.

A obra "Fazenda Campinho" possui a técnica em óleo sobre mdf, assim como as outras duas obras do artista, também selecionadas para compor a Mostra, "Sitio Água Azul" e " Sitio Bambuzal". Outros dois artistas também receberão o título de Honra ao Mérito, porém, pelo fato de estes serem de Curitiba, o documento será encaminhado pelos Correios. São eles: Sandra Marchi, com a obra "Catedral da Alma III" com técnica mista em xilogravura com acrílica sobre tela e Edilson de Carvalho Viriato, com a obra "Um Dia na Semana VI", com técnica em acrílica.



Departamento de Comunicação/ Prefeitura de Jacarezinho. - Texto: Juliana Modotti/ Fotos: Alfredo Jorge


Fonte: site da prefeitura de Jacarezinho

29º Salão de Artes Visuais de Jacarezinho será aberto hoje no Cine Iguaçu


18/10/2012 16:19

A Mostra deverá contar com 37 obras de arte

Alfredo Jorge


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Artistas e obras premiadas...
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Nesta quinta- feira, 18 será realizada a abertura oficial da 29ª edição do Salão de Artes Visuais de Jacarezinho, no Teatro Cine Iguaçu, à partir das 20h30. O objetivo é de estimular a arte contemporânea, a criatividade, a produção e o desenvolvimento artístico.

Segundo informações do Departamento Municipal de Cultura, 40 artistas se cadastraram para participar, somando um total de 107 obras inscritas. Destes, 26 foram selecionados para representar os 37 trabalhos que irão compor a Mostra. Dentre as 107 obras inscritas, é possível encontrar trabalhos de artistas de Jacarezinho, Curitiba, Cascavel, Ponta Grossa, Ribeirão Claro, Ribeirão do Pinhal, Porto Alegre, entre outras cidades.

Para a prefeita de Jacarezinho, Tina Toneti, realizar a 29ª edição do Salão de Artes Visuais é uma honra. "Temos diversas ações culturais em Jacarezinho, que na verdade representam um compromisso de nossa administração com a população. Desejamos a todos uma ótima exposição e que a cultura continue sempre sendo valorizada", disse.

Conforme o cronograma do evento, a seleção e a premiação das obras aconteceram na última terça (16) e ontem (17). A divulgação dos resultados também foi realizada ontem, para que no hoje, aconteça a montagem e a Abertura Oficial da Mostra, que se estenderá até o dia 14 de novembro.

A Comissão de Seleção e Premiação conferiu três prêmios destaque no Salão de Artes Visuais de Jacarezinho, oferecidos pela Prefeitura Municipal através do Departamento de Cultura. As obras são "Catedral da Alma III", de Sandra Marchi, de Curitiba; "Um Dia na Semana VI", de Edilson de Carvalho Viriato, também de Curitiba e "Fazenda Campinho" de Luiz Carlos Delsasso, de Jacarezinho.

O "Prêmio Quincaju", (exclusivo para o artista residente em Jacarezinho) foi para o artista Luiz Carlos Delsasso. As três obras premiadas passarão a incorporar o acervo do Departamento de Cultura Municipal. O valor bruto de cada prêmio é de R$ 1.600,00.

Confira no anexo acima a lista dos artistas e obras seleciondas, e também a lista dos três artistas premiados.



domingo, 14 de outubro de 2012


Nos últimos meses, o Caderno G noticiou duas vezes exposições de artistas que vivem e trabalham em Curitiba que tiveram seus trabalhos reconhecidos e mostrados no exterior. Recentemente, José Antonio de LimaJuliana FugantiMaria Ivone Bergamini, entre outros, levaram suas obras para Porto, em Portugal.
Nessa semana, novamente chegou por aqui uma notícia interessante, até inusitada: o curitibanoDomício Pedroso é o único artista brasileiro que participa com o seu retrato de uma exposição noKestner Gesellschaft, em Hannover, Alemanha. A mostra é da fotógrafa alemã Barbara Klemm, considerada uma das maiores fotojornalistas da atualidade.
Barbara conheceu - e fotografou - Pedroso no final de 2011, quando esteve em Curitiba por conta da ótima mostra Zeitsprung - Salto no Tempo, que ficou em cartaz na Casa Andrade Muricy. Em uma visita ao Museu Oscar Niemeyer, a fotógrafa se interessou pela obra do artista e resolveu visitar o seu ateliê. 

Divulgação
Divulgação / A fotógrafa Barbara Klemm no ateliê de Domício Pedroso (ao fundo), em Curitiba, no final de 2011. A fotógrafa Barbara Klemm no ateliê de Domício Pedroso (ao fundo), em Curitiba, no final de 2011.fonte: site da gazeta do povo
Para essa exposição, Barbara reuniu fotos que realizou de mais de 100 artistas, como
Andy WarholLouise BourgeoisJoseph Beuys, além de escritores e celebridades comoJean Paul SartreSimone de BeauvoirAlfred Hichcock,Madonna e Mick Jagger.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Longe demais das capitais


Muito interessante este comentário!

LONGE DEMAIS DAS CAPITAIS?

Divulgação
Obra de Fábio Noronha, que participa da mostra Artistas Convidados

Adriane · Curitiba, PR
24/12/2006 · 249 · 6
É rara a aparição na mídia nacional de artistas plásticos paranaenses. Mas, nos circuito especializado, volta e meia alguém chama para si as atenções. Que fique claro: quando se toca no assunto (in)visibilidade das artes paranaenses, a intenção é tentar entender por que a História da Arte Brasileira continua sendo contada por duas ou três capitais brasileiras. Talvez porque lá é que estão historiadores, jornalistas, produtores, a mídia, enfim, que repercute nacionalmente. Também se pode concluir que faltaria aos tupiniquins que vivem “longe demais da capitais” a mesma postura diante da produção mais próxima. Afinal, é rara, também, a bibliografia sobre as artes produzidas no Paraná. É mais ou menos esse o fio da meada desta conversa com alguns artistas visuais que têm os pés fincados neste pedaço da República Federativa do Brasil.

Bati um papo com um grupo de artistas que já tem tempo de carreira e respaldo na mídia: Fábio Noronha, Carina Weidle, Grabriele Gomes e Lívia Piantavini, que estão na exposição “Artistas Convidados” no Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Curitiba. Se entre eles, é senso comum a riqueza da produção contemporânea feita aqui, também o é o fato de que inexiste mercado e política cultural, bases de sobrevivência em um circuito.

Meio fora do eixo
Noronha sabe que nem todo mundo consegue furar o cerco e há uma produção que “sobra”. “Se projetos curatoriais consistentes apostassem mais nela... Falta-nos construir e alimentar essa relação”, pondera. Marchands, curadores, galerias, produtores, críticos de artes, política cultural devem ser os “pés” de um cenário que mereça mais do que notas de rodapé. “E como qualquer outro profissional, o artista tem que tentar vender seu trabalho, chegar mais perto de instituições, salões, curadores. Se São Paulo e Rio são mais agilizadas em produzir modelos, é porque existe essa relação entre quem cria e quem aposta na qualidade de quem cria. O resto é conseqüência”, pondera.

Agora que Curitiba tem um espaço “internacional”, o Museu Oscar Niemeyer (MON), avaliam os entrevistados, a expectativa é de uma parceria mais consistente neste sentido. Administrado pelo Governo do Estado, o local é, também, o pomo do descontentamento pela falta de diálogo com a produção local, sinal, avaliam, de falta da política cultural. “Eu me sinto satisfeito, mas nem na Bienal do Mercosul lembro de ter visto um olhar para a produção daqui. Então, talvez estejamos mesmo meio fora do eixo”, diz Noronha.

Carina, ao criticar a falta de uma política cultural, garante que não se trata de reserva de mercado, só que tantas vezes se sente como que recebendo um favor, que é o caso de perguntar: “Qual é a importância das artes plásticas para o Paraná? Desenvolver uma visualidade é legal? Então vamos investir em uma própria”, atira. Outro problema que deriva disso é a precariedade do acesso à informação. “É diferente de se ter um MuMa no bairro ao lado, e o ensino é que tem que fazer um esforço enorme para superar essa lacuna”, pontua ela que, como Noronha, é professora. “Não temos nem acervos”, completa.

Quando o assunto é galerias e marchands, a satisfação é maior, embora sejam pouquíssimos os profissionais do ramo. “Precisamos encarar que não há mercado pra arte no Brasil”, fala Carina, que atualmente é sua própria marchand. “Eu acho produzir mais importante. O pessoal está se comendo por um espaço. Então, ou você entra nessa corrida ou gasta suas energias com a produção. Será que eu estou errada...”.

“É preciso vender a arte daqui sem paranismo”

Mesmo com essas dificuldades, segue Gabriele, nota-se os paranaense em evidência, ganhando prêmios e em Bienais. “Pode até não ter tido ninguém na Bienal, mas o Toni (NR. Camargo) está lá em São Paulo, super bem conceituado, em uma paralela. Ele é da geração 2000, que está amadurecendo a olhos vistos”. Porém, pondera em seguida: "A gente vai comendo pelas beiradas. Falta curador e galerista que nos leve para outras paragens. Os bons que temos não têm esse poder de fogo”, observa. Talvez todo o problema esteja mesmo entre nós. “As pessoas não têm o hábito de ir ao museu e os diretores e curadores têm idéias muito provincianas. Arte boa é arte e ponto. Se escuta muito arte paranaense, mas não se fala de arte paulista ou carioca”.

Lívia Piantavini é da tal geração 2000, que tem entre os seus destaques o grupo de onde ela e Toni Camargo saíram, o Pipoca Rosa – formado por estudantes de artes da UFPR que chamou a atenção em uma intervenção urbana que distribuía pacotes daquela pipoca doce que vem em pacotes cor-de-rosa. “Não estávamos satisfeitos com a produção artística, nem com a forma como os museus funcionavam, tampouco com a política cultural. Como todo pretendente a artista a gente queria participar. E deu certo”, diz Lívia. Os problemas que eles viram continuam aí. “A diferença é que a gente não ouvia essas discussões agora tão constantes”, pontua. O maior problema, e Lívia não sabe se isso é local mas imagina que não, é a falta de profissionais para cada área do mercado das artes: museólogos, críticos, marchands, marketing cultural. “Como não temos pessoas para discutir certas questões, acabamos nós fazendo isso, o que pode provocar certas contaminações”, comenta e segue: “Por exemplo, é insuportável como as discussões sobre artes visuais hoje em dia acabam sempre em política cultural. Não se fala do trabalho, mas da falta de condição. Claro que isso tem que ser discutido, mas virou justificativa para não produzir”. O legal, por outro lado, comenta ela, é que existe abertura para os novos artistas no circuito local. Muito por conta do trânsito de criadores já estabelecidos no ensino.

Reverberação diferente
Porém, ela também nota como Florianópolis e Porto Alegre se posicionaram mais rapidamente no circuito nacional. O que prova, defende, que só fica isolado quem quer. “Aqui estamos caminhando para essa profissionalização, tem muita gente estudando as artes paranaenses de um jeito universal e não bairrista”.

Porém, ainda existe um abismo entre o que as pessoas vêem e o que é produzido. Mas, o problema não é de linguagem. “Olham nossos trabalhos com um olhar de fora. Só que o Paraná teve uma história muito fechada. Meu trabalho é muito mais influenciado por gente daqui, porque foi o que realmente vi e isso tem uma reverberação diferente”, analisa a jovem, citando os três que expõem com ela no Mac como suas influências maiores. “E tão pouca gente fala disso”, ressente-se. E na inexistência de uma crítica que acompanhe essa produção, conheça as histórias, reside sua grande insatisfação. “Só vejo analisarem nossas criações de uma perspectiva de fora para dentro, o que cria uma certa incompreensão”, pondera. “É nítido que os artistas que mais se projetam fora são os que se aproximam mais de linguagens correntes no Rio e São Paulo do que daqui. Temos conversado sobre isso entre nós”.